A Coalizão para a Descarbonização dos Transportes, movimento multissetorial que reúne mais de 120 associações, empresas, poder público e academia, estruturou a agenda de implementação até 2030 e definiu 15 alavancas prioritárias para reduzir as emissões do setor. Com responsabilidades pactuadas entre os participantes, o foco será atuar sobre os obstáculos à adoção das soluções, articular as condições para viabilizá-las e dar transparência aos resultados.
A nova etapa da iniciativa foi apresentada nesta segunda-feira (26) ao presidente da COP30, o embaixador André Correa do Lago. As organizações participantes da Coalizão também definiram cerca de 40 habilitadores (como são chamadas as condições necessárias para colocar as soluções em prática) e mais de 100 indicadores para monitorar seu avanço.
Liderada pelo Sistema Transporte, CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), Motiva e Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável do Insper, com apoio técnico do Boston Consulting Group (BCG), a Coalizão para Descarbonização dos Transportes abrange seis frentes: transporte rodoviário, ferroviário, aquaviário, aeroviário, mobilidade urbana e infraestrutura e transversalidade.
Cerca de 40 ações habilitadoras para viabilizar a implementação
A agenda identifica as condições técnicas, econômicas e de infraestrutura necessárias para que as soluções ganhem escala. Na eletrificação, isso inclui ampliar a oferta de veículos com custo total de propriedade competitivo, expandir a rede de recarga e realizar as adaptações necessárias na infraestrutura elétrica.
Para os biocombustíveis, os desafios incluem sinalizar demanda para estimular a ampliação da produção, melhorar a logística de distribuição e assegurar a compatibilidade dos combustíveis com os motores e suas diferentes aplicações.
A infraestrutura também ocupa lugar central: ampliar a capacidade e os acessos a portos e terminais, expandir a malha ferroviária e fortalecer a integração entre os modos são condições para a mudança da matriz de transportes.
Há ainda medidas voltadas à eficiência das operações, como estimular a retirada de veículos menos eficientes de circulação, reduzir o tempo de espera das embarcações e aprimorar os procedimentos de operação de trens e aeronaves. A mobilização de recursos e investimentos é uma condição comum ao avanço dessas frentes.
Fonte e foto: Agência CNT Transporte Atual

