{"id":734,"date":"2011-07-08T00:00:00","date_gmt":"2011-07-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/setcesc.com.br\/noticia\/nas-estradas-disputa-por-mercado-de-pagamentos-de-r-60-bilhoes\/"},"modified":"2011-07-08T00:00:00","modified_gmt":"2011-07-08T03:00:00","slug":"nas-estradas-disputa-por-mercado-de-pagamentos-de-r-60-bilhoes","status":"publish","type":"noticia","link":"https:\/\/setcesc.com.br\/?noticia=nas-estradas-disputa-por-mercado-de-pagamentos-de-r-60-bilhoes","title":{"rendered":"Nas estradas, disputa por mercado de pagamentos de R$ 60 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Bancos e administradoras de meios eletr&ocirc;nicos de pagamento est&atilde;o se movimentando para desenvolver produtos e fazer parcerias voltadas para o mercado de frete rodovi&aacute;rio, de olho nos bilh&otilde;es de reais que o setor movimenta na informalidade. At&eacute; outubro, obrigatoriamente, todo o fluxo de pagamento de frete a caminhoneiros ter&aacute; que trafegar pelo sistema financeiro formal.<\/p>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Atualmente, apenas o Bradesco atua na &aacute;rea, com um cart&atilde;o pr&eacute;-pago com bandeira Visa, instrumento usado pelas transportadoras para fazer o pagamento dos caminhoneiros aut&ocirc;nomos. Com a exig&ecirc;ncia da formaliza&ccedil;&atilde;o, o Banco do Brasil ser&aacute; um novo participante desse segmento e, segundo o Valor apurou, tamb&eacute;m o BicBanco se prepara para atuar na &aacute;rea.<\/div>\n<div>\nO governo brasileiro registra como pagamento de frete a caminhoneiros apenas R$ 16 bilh&otilde;es, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Mas, segundo estimativas da consultoria Deloitte, trata-se de um mercado que movimenta cerca de R$ 60 bilh&otilde;es por ano no pa&iacute;s. Ou seja, R$ 44 bilh&otilde;es transitam na informalidade. H&aacute; 50 anos o segmento usa um meio de pagamento arcaico: a carta-frete, documento sem nenhuma legisla&ccedil;&atilde;o e fora da fiscaliza&ccedil;&atilde;o do poder p&uacute;blico.<\/div>\n<div>\nNo fim do ano passado, foi sancionada lei que proibiu o uso da carta-frete. Em abril, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) definiu por meio de regulamenta&ccedil;&atilde;o que os caminhoneiros aut&ocirc;nomos &#8211; respons&aacute;veis por 50% da carga no Brasil &#8211; dever&atilde;o, obrigatoriamente, ser pagos por seus contratantes (transportadoras ou embarcadores) por meios eletr&ocirc;nicos, como dep&oacute;sito em conta ou cart&atilde;o. A ag&ecirc;ncia reguladora estipulou prazo de 180 dias para o segmento se adequar. A resolu&ccedil;&atilde;o foi publicada em 19 de abril e todos devem estar enquadrados at&eacute; meados de outubro.<\/p>\n<p>Hoje h&aacute; 1 milh&atilde;o de caminhoneiros no Brasil e a Pamcary, provedora de solu&ccedil;&otilde;es para gerenciamento de risco e log&iacute;stica para as transportadoras, estima que esse p&uacute;blico possui uma renda mensal entre R$ 6 mil e R$ 20 mil, diz o diretor Luis Felipe Dick. Segundo ele, muitos at&eacute; possuem conta-corrente, mas como recebem os pagamentos por meio da carta-frete, n&atilde;o movimentam sua contas nem consomem produtos banc&aacute;rios.<\/p><\/div>\n<div>\nO BB lan&ccedil;ar&aacute; no segundo semestre um cart&atilde;o pr&eacute;-pago para o segmento, conta M&aacute;rio Casasanta Pereira Netto, gerente executivo da diretoria de cart&otilde;es do BB. A tend&ecirc;ncia &eacute; que o cart&atilde;o tenha a marca Visa, j&aacute; que a bandeira &eacute; a &uacute;nica com rede de aceita&ccedil;&atilde;o de alcance nacional e que tem um produto voltado para o segmento de transportes, o Visa Cargo.<\/div>\n<div>\n&quot;Hoje o caminho do BB e das outras institui&ccedil;&otilde;es [que queiram atuar no segmento] passa pela Visa&quot;, diz Casasanta, sem dar detalhes sobre a etapa do processo de aprova&ccedil;&atilde;o da bandeira. Sem citar nomes, Percival Jatob&aacute;, diretor executivo de produtos da Visa do Brasil, confirma que h&aacute; dois bancos em processo avan&ccedil;ado para emitir o Visa Cargo.<\/div>\n<div>\nO executivo do BB conta que o banco decidiu lan&ccedil;ar o novo cart&atilde;o de olho na pr&oacute;pria base que tem dentro de casa. O banco tem em carteira cerca de 40 mil empresas que trabalham com transporte de carga rodovi&aacute;ria, sem contar os pr&oacute;prios caminhoneiros que j&aacute; s&atilde;o correntistas da institui&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o h&aacute; como identificar um a um dentro de universo de 50 milh&otilde;es de contas, diz Casasanta.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Para entrar num segmento em que o Bradesco &eacute; agente solit&aacute;rio, o BB aposta num modelo de pagamento de abrang&ecirc;ncia internacional. Ele observa que o Brasil mant&eacute;m uma forte fronteira comercial com os pa&iacute;ses do Mercosul, o que gera a necessidade de um instrumento que possibilite o seu uso em territ&oacute;rio estrangeiro. &quot;Pesquisamos e vimos que os produtos dispon&iacute;veis no mercado hoje s&atilde;o somente de uso dom&eacute;stico.&quot;<\/div>\n<div>\n<p>O BicBanco j&aacute; &eacute; emissor do Visa Ped&aacute;gio, cart&atilde;o espec&iacute;fico para o caminhoneiro pagar ped&aacute;gio durante a viagem, criado pela Visa em 2001. O novo cart&atilde;o viria para completar o portf&oacute;lio. Procurado, o BicBanco n&atilde;o respondeu ao pedido de entrevista. <span>&nbsp;&nbsp;<\/span><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><b>Fonte: <\/b>Valor Economico\/Site do Setcesp<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bancos e administradoras de meios eletr&ocirc;nicos de pagamento est&atilde;o se movimentando para desenvolver produtos e fazer parcerias voltadas para o mercado de frete rodovi&aacute;rio, de olho nos bilh&otilde;es de reais que o setor movimenta na informalidade. 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